As almas encarnadas que circundam os ambientes em que vivemos ou trabalhamos. As bergamotas e chocolates dele e os cafés dela serão sentida falta. Não são conhecidos ou importantes fora deste pequeno círculo de nossa fauna humana, mas, aqui, importam. Muito.
Ele se foi, ela se vai. Ele, irremediável e inexoravelmente; ela, por opção. As pessoas e os livros acusarão suas ausências. O último livro que ele pegou, vejam só essas frequentes ironias da vida, foi "Se eu morresse amanhã". Parece que já sabia. Dizia estar preparado: "Já estou pronto pra ir. A hora que Deus quiser me levar. Tudo é Dele e para Ele". E alertava: "Se um dia eu ficar mais de dois meses sem aparecer, é porque eu morri". Não levou todo esse tempo. Adorava cantar e faria aniversário em agosto, como gostava de lembrar. Essas coisas parecem ser duas linhas que convergem para um ponto de intersecção que é também ponto final. Todo livro e toda vida fecham nele e seguem para o eterno.
Minha Vilda! O segundo melhor café passado da cidade. Era nosso, mas partirá para outras xícaras e sorrisos de agradecimento e satisfação, esquentando a alma de outros bules. A vida é o que ela é e as coisas são o que elas são. Simples assim. Parece que não escrevi nada, mas escrevi tudo. Jamais esqueçam que estamos brevemente sobre um planeta que gira pelo espaço ao redor de uma estrela finita e isso é tudo o que realmente sabemos. E ela vai, na direção em que seu sorriso cativante aponta. Deixará lembrança e saudade. Fará falta.
Farão falta! Segue a lida, Vera. Hoje chove e é Dia dos Namorados no Brasil. Aliás, ontem começou a Copa e a Seleção jogará amanhã. E quando Vera voltar eles não estarão mais aqui. O mundo gira e a Lusitana roda.
Um bom final de semana para todos. Cuidem-se, vacinem-se, vivam e fiquem com Deus.