João Adolfo Guerreiro
Descobrindo a verdade/ sem medo de viver/ A liberdade de escolha/ é a fé que faz crescer.
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Textos

Um baita Natal e um 2026 muito tri pra todos

 

Este é o derradeiro texto que faço em 2025, agora nos veremos apenas em 2026, no dia 5 de janeiro, uma segunda-feira, um dia antes do Dia de Reis, o último do período de Natal. O Portal entrará em recesso e eu também. Sentirei falta de vocês, caros leitores. Escrever é um vício. Um destino. Um karma. Um compromisso. Um alívio imediato. Uma dádiva. Um tesão. Uma opção. Escrever é viver, literatura é vida e crônica é um Jack Daniels Honey. Ou um Chivas Royal Salut? Deixa eu experimentar pra ter certeza.

 

Repararam como ficaram belos os flamboyants na cidade? Vejam esse da foto acima. Em todo o dezembro ficam assim, espalhando verde e vermelho, que tem tudo a ver com as cores do Natal. Por isso coloquei um pra ilustrar esse texto final de 2025.

 

Foi um ano tri esse 2025, afinal. Não teve pandemia e nem enchente. "Nenhuma múmia se mexeu Nenhum milagre da ciência aconteceu", né Gil? O Inter não caiu, ficou dependurado, enquanto o Grêmio não cheirou e tampouco fedeu. Não enriqueci, mas também não fali. Só aquelas dívidas bancárias, mais do mesmo, protegido por Deus. Quem ai não deve que erga o dedo pra cima. Não, pensando bem, não erga, pode virar alvo de assalto no Natal ou no Ano Novo. Nunca se sabe, né? Os caras estão sempre espreitando...

 

O LFVerissimo - o filho - morreu. O Joca e o Botafogo também. O primeiro, como o pai, entrou pra história; os segundos ficarão em minha memória. O professor Benedito também morreu, homenageamos ele no Sarau Literário. A cadela do Zé deu cria, dez filhotes. A vida continua e se renova, diz chorando pela teta a Ana Maria, adaptando-se a este mundo. O Yannikson ganhou o Tibicuera, a Amanda lançará em breve seu novo livro, a Inês continua a Rainha da Feira do Livro, o Mendes entrou em mais algumas coletâneas e o Paim tocou piano no Sarau.

 

Por falar nele, fui patrono do XI Sarau, entrei numa coletânea de crônicas e lancei um livreto ilustrado: Assassinato na Biblioteca Vera Gauss. Falando nela, mandaram a Senilda embora da biblioteca. Fiquei triste e sem aquele café maravilhoso dela, o segundo melhor de Charqueadas - o primeiro é o da minha sogra. As goteiras continuam firmes na biblioteca, mas parece que arrumarão em 2026 o telhado e pintarão uns dois aparelhos de ar condicionado, via emendas impositivas no Legislativo. Assim a Carina terminará o ano sem a Senilda, mas com esperanças - que é a penúltima que morre, como disse o Dussek.

 

Chove no Natal. A cadela do Zé deu cria. Dez filhotes. Querem um? Todos SRD, tudo guaipeca, cachorros de verdade, miscigenados, biologicamente fortes, pra não dar despesa em 2026 com veterinário, que nem Kao e Jenny, os cachorrinhos de cristal da minha irmã, que além do mais cagam e urinam dentro de casa - não podem pegar frio ou calor, tão sempre no ar condicionado - e por isso ela vive aqui em casa pedindo jornal pra colocar no piso, pois sabe que eu e o Sérgio somos os únicos que ainda leem jornal em Charqueadas. Ah, só me dei conta agora: os au-aus da minha irmã tem ar condicionado, mas a Vera Gauss não tem. Cada um rói o seu osso. Chove no Natal.

 

A Beatriz deixou de usar fralda e o Guilherme, que usa fralda, é muito carismático. O Papai Noel aparecerá aqui por casa e dará presentes pra eles e pra Isabella e o Artur. Por falar no Nicolau, um grande Natal pra vocês e tudo de bom em 2026. Cuidem-se, vacinem-se, vivam e fiquem com Deus.

 

PS - Jack Daniels Honey, mesmo, pois é docinho.

 

João Adolfo Guerreiro
Enviado por João Adolfo Guerreiro em 23/12/2025
Alterado em 23/12/2025
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