João Adolfo Guerreiro
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Textos


O capitão e a professora

Na segunda-feira, 20 de novembro, comemoramos o Dia da Consciência Negra. Uma boa maneira para refletirmos sobre a data é procurando exemplos na história que remetam ao protagonismo social dos afrodescendentes de nosso país.
Ano passado eu li a biografia do Capitão Osvaldo (“De São Jerônimo à Itália – Memórias do Capitão Osvaldo”, Rudney Santos - organizador, editora Cidadela, 2015) e fiz um artigo sobre o mesmo aqui para o Portal. Dentre as várias facetas interessantíssimas de sua vida, destaquei também sua luta contra o racismo, da qual acho interessante reproduzir novamente aqui o respectivo trecho, editado:

“Em 1965, na cidade de Taquari, denunciou duas entidades às autoridades: o Clube Alvi-Negro (!?), no qual sua filha foi impedida de entrar; e o CTG Pelego Branco, em cuja portaria havia uma placa com o aviso ‘É expressamente proibida a entrada de morenos nesse recinto’. O fato repercutiu na Assembléia Legislativa e na imprensa estadual.

“De volta a São Jerônimo, cada vez mais convicto de sua missão como instrumento na defesa da igualdade racial, solicitou admissão ao Clube do Comércio em maio de 1968. Mesmo cumprindo os requisitos estatutários e tendo seu pedido subscrito pelos sócios Zeno Schwengber e Jayr Silva, não foi aceito. Em 1975, endossado pelos mesmos signatários, reapresenta a solicitação e, desta vez, é aprovada sua entrada no quadro social.”

Além do exemplo do capitão, temos também o recente centenário da morte (11.11.1917) daquela que é considerada primeira escritora negra do Brasil: a professora Maria Firmina dos Reis, autora do romance Úrsula (1859), de temática abolicionista, que foi assinado com um pseudônimo. Uma biografia que pode ser conferida através de um excelente artigo, disponível na internet, dos professores Luís Augusto Fischer e Roberta Flores Pedroso: “A história e a escrita de Maria Firmina dos Reis, uma pioneira”. Postei-o em minha conta no Facebook, vale a leitura.

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SOY LOCO POR TRI AMÉRICA – Cantou John Lennon, parafraseando o escritor Allen Saunders, que a vida é aquilo que acontece enquanto a gente está fazendo outros planos. Então, “quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo” (Roberto Carlos) de estar com o time para o qual torço em uma final de Libertadores, irmanado com pessoas que comungam o mesmo gosto pelo futebol e, especificamente, a paixão por um mesmo clube. Futebol, a coisa mais importante dentre as menos importantes, conforme Milton Neves; ou, segundo Juremir Machado, o esporte que é negócio para empresários e cartolas, profissão para jogadores e técnicos e paixão para os torcedores. Ah, futebol, esse meio de interação social que nos identifica como membros de determinado grupo e sociedade onde quer que estejamos; que nos aproxima até dos contrários, quando existe respeito, amizade e empatia entre as pessoas. Dá-lhe Grêmio, “soy loco por t(r)i América”, como cantou o gremista baiano Gilberto Gil, amigo do André Catimba, centroavante voador de 1977. Dá-lhe Grêmio de Booth, Grunewald, Schuback, Mohrdieck, Lara, Gessy, Oswaldo “Foguinho” Rolla, Airton “Pavilhão”, Juarez “Tanque”, Hugo de León, Tarciso, Danrlei, Dinho e Tcheco; do Fortim, do Olímpico e da Arena; de Augusto Koch, Saturnino Vanzelotti, Hélio Dourado, Paulo Odone e Fábio Koff; de Eduardo Bueno, Humberto Gessinger, Paulo Sant’Ana, Pablo, Nery Guerreiro, Pedro Rocha, Wellington Romário, Ivan de Souza, e Jorge Afre; de Telê Santana, Espinoza e Felipão; e, finalmente, de Marcelo Grohe, Douglas “Maestro” 10, Luan e Renato. “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi” e continuo vivendo!

REFORMA TRABALHISTA – Dia 29 de novembro, às 20 horas, na Câmara de Vereadores de Charqueadas, a juíza Valdete Souto Severo, do Tribunal Regional do Trabalho 4ª Região, palestrará sobre o tema.

ROTATÓRIA NA ERS 401 – Em prol dessa demanda, no início da manhã de hoje ocorrerá uma mobilização na rodovia, junto à entrada das penitenciárias.



Texto publicado no jornal Portal de Notícias, versões online e impressa: http://www.portaldenoticias.com.br
João Adolfo Guerreiro
Enviado por João Adolfo Guerreiro em 24/11/2017
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