João Adolfo Guerreiro
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Meu Diário
26/10/2017 20h30
"10 DIAS QUE ABALARAM O MUNDO"

Ler esse livro do jornalista estadunidense John Reed leva a uma reflexão sobre os 100 anos da Revolução Russa que dá excelentes dicas sobre a atualidade brasileira, de como um presidente sem legitimidade popular consegue se manter no poder e fazer graves reformas contra os assalariados, num ambiente de baixa consciência de classe e fragilidade de partidos políticos de esquerda e sindicatos. O estudo da Revolução Russa joga luz sobre o presente em nosso país


Publicado por João Adolfo Guerreiro em 26/10/2017 às 20h30
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25/10/2017 21h02
Tocando "Olga", nos 100 anos da Revolução Russa

Hoje, 25 de outubro, é o aniversário de 100 anos da Revolução Russa, pelo calendário juliano, em vigência no país à época. E, hoje, tocamos Olga, eu e minha mãe, no Shopping Solar, em Charqueadas, num evento do Conselho Municipal da Mulher, COMDIM.

Olga é uma canção sobre a militante comunista Olga Benário Prestes, fiz a letra e a música e ela entrou no CD de uma das edições da Mostra de Música de Charqueadas.

FOTOShttp://www.souzaguerreiro.com/album.php?ida=18250

OLGA (áudio da canção) http://www.souzaguerreiro.com/audio.php?cod=18258


Publicado por João Adolfo Guerreiro em 25/10/2017 às 21h02
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25/10/2017 15h29
Uma perda, uma tragédia

É sempre uma sensação de impotência lidar com a morte, mas a gente vai se acostumando com isso com o passar dos anos nessa vida. A gente pensa que vai se acostumando, na verdade.

Ontem faleceu e hoje está sendo enterrado um colega de serviço, um cara novo, 30 e poucos  anos, o Scott Hood. O seu primeiro nome era Marcos, mas eu preferia chamá-lo pelos sobrenomes, era sonoro e diferente. Teve um acidente de carro, saiu andando do carro, foi para o hospital e depois pra casa. Uns dias e começou a se sentir mal, voltou para o hoispital, de onde não saiu, vitimado por uma infecção generalizada.

Na madrugada de ontem eu tive um sonho ruim, não com ele, mas com os colegas do setor dele e eu acordei de sobressalto às 04 da manhã. pensei nele e tive uma sensação ruim. Afastei o pensamento. Por volta das 09 horas, liguei para uma colega pra saber notícias e ela falou que ele morrera há pouco. Que merda, que bosta isso, eu tinha real esperança de ver o cara entrando lá no serviço de novo, eu não via ele morto em minha mente.

Um cara legal, uma pessoa educada e gentil, novo ainda lá no serviço, uns dois anos. Uma perda para nós, seus colegas, uma tragédia para sua família, pais, irmãos e esposa. Todos os colegas ficaram muito afetados com seu falecimento, principalmente os colegas mais jovens, do último curso, e o pessoal do setor onde ele trabalhava. Os colegas vinham se mobilizando em favor dele, fazendo rifa, pegando dinheiro e depositando na conta da esposa dele, para ajudar com o que precisasse. Era só do que se falava no serviço: da situação do Scott, era uma preocupação constante.

Seguido via ele pela cidade, em eventos, com sua esposa. Recentemente cruzei com ele na saída do Shopping Bourboun Country. Ele entrava no serviço quando eu largava, sempre cruzava com ele, cumprimentava e tal.

A gente pensa que já sabe lidar com a morte dos conhecidos. E, na verdade, não sei se sabemos. O que sei, de verdade, é que a gente sente a perda, lamenta e se sente impotente, contrariado com o fato.

Fica com Deus, Scott Hood. Lamento muito você ter ido tão cedo e dessa forma. Queria ter interagido mais com você, trocado umas ideias. É uma bosta lidar com esse tipo de coisa, com essa impotência.

 


Publicado por João Adolfo Guerreiro em 25/10/2017 às 15h29
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25/10/2017 15h09
Hoje, 100 anos da Revolução Russa

Kрасный октябрь¹

Palácio de Inverno, São Petesburgo, Rússia, 02h10min, 26 октября 1917 года² - Os membros do Comitê Militar Revolucionário entram na sala onde estavam os ministros do Governo Provisório e declararam a prisão destes. Começava, nesse exato instante, há 100 anos, a história da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas³ – URSS (ou, em russo, Союз Советских Социалистических Республик – CCCP). Era o desdobramento final de todas as ações iniciadas durante toda o dia anterior pelos revolucionários comunistas.

As pessoas esquecem isso, mas o comunismo foi gerado das entranhas do modo de produção capitalista e, por conseguinte, a Revolução Russa também. Foi a primeira revolução marxista do século XX, inspirada teoricamente em O Capital (1867), livro do filósofo e economista-político alemão Karl Marx, exatamente 50 anos depois da publicação deste.

Deu a tônica do século XX, eis que foi um marco da teoria e da utopia que procurava libertar os trabalhadores assalariados da burguesia, ou seja, os patrões capitalistas. Assim, o liberalismo capitalista, ao libertar o mundo do poder dos nobres em favor da burguesia, potencializou também os “de baixo”, agora convertidos em força de trabalho, em classe de trabalhadora, assalariada, fabril, urbana. 

Embora o movimento socialista russo fosse ativo desde as décadas finais do século XIX, foi nos primeiros anos do século XX que a coisa encrespou de vez. Culminou com a participação desastrada da Rússia na Iª Guerra Mundial, que forneceu as condições objetivas para a queda do Czar, em fevereiro e, depois, para a tomada de poder pelos comunistas bolcheviques (4), liderados por Lenin, em outubro. Com a morte do líder, em 1924, abre-se uma disputa entre Trotsky (5) e Stalin, com o último levando a melhor e governando até 1953, quando morre.

Depois de enfrentar uma guerra civil (1918 – 22), onde os comunistas se mantiveram no poder, chegam à IIª Guerra Mundial. Quando a França caiu de madura e a Inglaterra se manteve segurada no pincel ante o poderio militar alemão, os comunas soviéticos seguraram o nazi-fascismo ítalo-germânico, ao rechaçarem a grande ofensiva nazista denominada Barbarrossa, que reuniu 4.5 milhões de soldados do Eixo numa frente de batalha de 2.900 quilômetros, considerada a maior da história. Ao final, a URSS parou e venceu os alemães em Stalingrado e depois, na ofensiva, foi o primeiro dos países Aliados a meter o pé na porta do IIº Reich em Berlin e pendurar sua bandeira no teto, decretando a derrota final alemã.

Depois, terminado o affair anti-fascista, veio a Guerra Fria e liberais, encabeçados pelos EUA, e comunistas, sob a égide da URSS, ficaram em zonas geopolíticas opostas. Outras revoluções comunistas vieram no pós guerra, inspiradas pela CCCP, como a Revolução Chinesa (1949) e a Cubana (1959). Em 1989 o comunismo ruiu na URSS, mas o legado da experiência comunista soviética transformou o mundo, deixando marcas indeléveis em nosso tempo, mesmo que sejam, naturalmente, controversas.
 
1 – "Outubro vermelho". 
2 – "26 de outubro de 1917" - refere-se à data do calendários juliano, em voga na Rússia de então. Somente no ano seguinte o calendário gregoriano, que usamos atualmente, passaria a ser adotado no pais. Por esse calendário, a data seria 3 de novembro.
3 – Soviéticas, de “sovietes” (“conselhos”), forma deliberativa que reunia o povo para decisões políticas (vide foto acima, do Soviete de Petrogrado).
4 – Bolchevique (“maioria”) era uma das facções do Partido Operário Social Democrata Russo (nada a ver com o PSDB, pois o POSDR era marxista) que, posteriormente, virou um partido, embrião do Partido Comunista Russo.
5 – Morto no exílio, em 1940, no México.


Publicado por João Adolfo Guerreiro em 25/10/2017 às 15h09
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20/10/2017 10h52
INDIGNAÇÃO NA LANCHERIA DA RODOVIÁRIA DE CHARQUEADAS

Hoje pela manhã:

- A Bibi vai ser presa, mas o Temer e o Aécio vão ficar na boa. Realmente, o Brasil não é um país justo.

Moral da história: A polícia da novela é boa.

 


Publicado por João Adolfo Guerreiro em 20/10/2017 às 10h52
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